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A cidade de Narni, na Itália

"Mas oh, que lugar bonito é Narnia! É apenas cerca de 50 milhas a nordeste de Roma, e muito fácil de chegar de trem ou carro. Até agora ele permanece desconhecida por turistas, e por isso eu nunca encontrei multidões lá em minhas duas visitas." - Walter Hooper, 1996.​ Já era uma cidade muito antiga, quando os romanos conquistaram-na, cerca de 299 a.C. Nesta época, Narni era uma colônia romana sob o nome de Narnia, seu nome em latim, que tem origem no rio Nar, chamado hoje de Nera, rio que corre junto a um desfiladeiro. Segundo o historiador romano Tito Lívio, antes de os romanos a conquistarem, havia na região uma aldeia conhecida como Nequinum. Apósa conquista do romanos, em 300 a.C, eles acharam o nome da cidade um mau augúrio, uma vez que Nequinum significava "lugar inútil". Desse modo, os romanos resolveram mudar o nome da cidade para Narnia. Após a queda de Roma, a cidade foi disputada e invadida pelos lombardos e outros povos. Foi construída, destru...

Timeline de Nárnia

A cronologia é uma ciência que se dedica ao estudo dos intervalos, dos períodos de tempo, da determinação e do registro das datas históricas. Como muitos leitores já sabem, em Nárnia também existe uma cronologia que lista os principais acontecimentos desde sua criação. Ela foi publicada a partir dos esboços de C. S. Lewis por seu secretário, Walter Hooper, em Past Watchful Dragons: The Fairy Tales of C.S. Lewis . ​Ano 1: Ainda durante primeiros momentos de Nárnia, quando Aslam ainda a criava, seis criaturas distintas estavam presentes: Jadis, Digory Kirke, Polly Plummer, André Ketterley, Franco, o cocheiro e seu cavalo Morango. Durante este acontecimento, Jadis lança um poste sobre Aslam mas nada acontece-lhe, fazendo-a fugir amedrontada. O poste é sugado pelo solo e cresce como uma árvore de ferro num lugar isolado, onde anos depois é conhecido como Ermo do Lampião. Aslam escolhe Franco para ser o Primeiro Rei do país e invoca sua esposa, Helena, tornando-se a Primeira Rai...

Entrevista com C. S. Lewis: Materialismo e Religião

Perguntas feitas por funcionários da empresa inglesa Electric and Musical Industries Ltd, em 18 de abril de 1944. Pergunta:  Qual das religiões do mundo confere a seus seguidores maior felicidade? Lewis: Qual das religiões do mundo confere a seus seguidores maior felicidade? Enquanto dura, a religião da auto-adoração é a melhor. Tenho um velho conhecido já com seus 80 anos de idade, que vive uma vida de inquebrantável egoísmo e auto-adoração e é, mais ou menos, lamento dizer, um dos homens mais felizes que conheço. Do ponto de vista moral, é muito difícil. Eu não estou abordando o assunto segundo esse ponto de vista. Como vocês talvez saibam, não fui sempre cristão. Não me tornei religioso em busca da felicidade. Eu sempre soube que uma garrafa de vinho do Porto me daria isso. Se você quiser uma religião que te faça feliz, eu não recomendo o cristianismo. Tenho certeza que deve haver algum produto americano no mercado que lhe será de maior utilidade, mas não tenho...

Livro — Cartas de um diabo a seu aprendiz

As cartas em questão são de Screwtape (ou “Fitafuso”, na versão brasileira), um desvirtuador de almas "mais velho" que instrui seu sobrinho “Vermebile” sobre sofismas que ele pode usar contra os homens. A leitura deve ser feita de modo que muito que muito do que é dito a Fitafuso por seu tio não seja encarado como real, já que sua própria concepção de realidade é desvirtuada. Assim como Jesus disse que o diabo “quando mente, fala do que lhe é próprio” (João 8.44), C. S. Lewis adverte seus leitores quanto a isso. Em uma entrevista , C. S. Lewis disse que este foi o único livro que ele não teve prazer em escrever, pois lhe era fatigante "tratar de coisas boas como sendo más, e de coisas más como sendo boas". De fato, isto acaba tornando o livro sombrio, bastante irônico e muito instrutivo ao mesmo tempo. Fonte:  _SrCoruja_

A base das mitologias

Em Marte as próprias florestas são de pedra; em Vênus as terras nadam. Pois agora ele já não pensava neles como Malacandra e Perelandra. Ele os chamava pelos seus nomes telurianos. Com um assombro profundo, pensou consigo mesmo: "Meus olhos viram Marte e Vênus. Eu vi Ares e Afrodite." Ele lhes perguntou como chegaram ao conhecimento dos antigos poetas de Tellus. Quando e de quem os filhos de Adão aprenderam que Ares era um guerreiro e que Afrodite surgiu da espuma do mar? A Terra tinha ficado sitiada, um território ocupado pelo inimigo, desde antes do início da história. Os deuses não têm nenhuma comunicação lá. Então como temos conhecimento deles? O conhecimento, disseram-lhe, chega depois de muitas voltas e através de muitos estágios. Existe um ambiente de mentes, assim como um de espaço. O universo é um: uma teia de aranha em que cada mente vive ao longo de cada fio, uma enorme galeria sussurrante em que (salvo pela ação direta de Maleldil), embora nenhuma notícia s...

A diferença entre crer em Deus e crer em vários deuses

Como temos visto, inclusive nos mitos da criação, os deuses têm um começo. A maioria deles tem pais ou mães; às vezes conhecemos seu lugar de nascimento. Não se cogita que existam graças a si mesmos, nem que existam desde sempre. Ser é algo que lhes é imposto, como a nós, por causas prévias. São como nós, criaturas ou produtos; ainda que tenham tido mais sorte que nós por serem mais fortes, mais belos e estarem isentos da morte. Em outras palavras, a diferença entre crer em um Deus ou em muitos deuses não é apenas uma diferença aritmética. Ou seja, deuses não é o plural de Deus; Deus carece de plural. C. S. Lewis Reflections on the Psalms

Livros — Cartas a uma senhora americana e Cartas a Malcon

Dado o seu conteúdo informal, este pode ser o livro mais singelo de C. S. Lewis. Seu modo de ser, as coisas que conta sobre o seu dia a dia e demais pensamentos constantes nas cartas revelam sua visão a respeito de diversos assuntos, bem como sua serenidade e sensibilidade. As cartas são correspondências enviadas por Lewis a uma mulher americana com quem ele manteve contato por vários anos e que mais tarde, após serem compiladas, vieram a ser publicadas. Mesmo que somente as cartas de Lewis constem no livro, não é difícil se inteirar com o conteúdo primário das cartas da senhora por meio das respostas que Lewis oferece. Já em Oração: Cartas a Malcon, e ao contrário do livro anterior, as cartas são fictícias, e também constam apenas as respostas de Lewis. Tratam principalmente sobre oração, mas abordam também outros assuntos. Este modelo de romance epistolar fora um artifício já utilizado anteriormente por autores como Jane Austen, a qual Lewis admitia gostar bastan...